Ando escrevendo de qualquer jeito, com uma preguiça danada. Não reviso os textos, não tenho tido paciência, não ando produzindo direito. Esse último ali debaixo veio numa onda de inspiração momentânea duma conversa com uma grande amiga minha, dessas relíquias que a gente coleciona e guarda nos lugares mais bonitos dentro da gente.
Essa falta de capacidade de correção, de atenção deve ser porque a minha cabeça anda a mil. Me atropelo nas palavras, tentando colocar tudo que tenho pensado no papel. "Trânsito de palavras", Yelipetecos disse. Acredito bastante.
Mudei muito a minha maneira de enxergar o mundo no último ano. E eu sei que é clichê falar dos anos e do tempo, mas nossa, esse último ano passou muito rápido. E cada segundo foi de aprendizado. Tá sendo. Cada momento serve pra gente coletar, guardar aqui e entender, não entender, se jogar, se perder. Me livrei de muitos pre-conceitos e adotei novas filosofias de vida. Umas que envolvam mais amor, mais compreensão, mais empatia. Mais humanas. Não o humano que a sociedade obriga a gente ser, mas o humano que a gente deveria ser em nível espirítual. Próximo de um tudo maior. PARTE de um tudo maior. Estando incluindo no universo e sendo forma dele se manifesta - e estando ciente disso.
Pensando agora, chamaria de evolução. Pura. Tem muito mais pra acontecer, tem muito mais de mim que eu tenho que encontrar por aí, perdido nesse mundão a fora. Tem tanta coisa, tanta coisa, que a gente fica até perdido. Eu sei que fico. Mas aos poucos, com os passinhos pequenos, a gente vai se encontrando. Se encontrando e criando asas. Cada vez maiores pra nos fazerem voar mais alto. Não sei se asas maiores nos fazem voar mais alto, mas algo faz. E é esse algo que eu tou atrás.
sábado, 31 de outubro de 2009
LIBERTA
Nada tu não vai fazer. Tu tem que fazer ALGO. Qualquer coisa. Só não deixa esse momento passar. Não deixa esse sentimento passar. Não te reprime só porque te ensinaram a fazer isso. Não te reprime porque te obrigaram a acreditar que isso é o certo. Segue o teu caminho, cada um tem o seu. E não dá bola se quiser opinar sobre o teu, apontar e falar é muito fácil. Difícil é caminhar em direção ao desconhecido. Difícil é caminhar em direção ao que te dá medo, insegurança. Difícil é se demonstrar frágil, inocênte, vunerável. Então, te liberta. Seja vulnerável. Faça alguma coisa. Vai lá, diz. Berra, canta. Vai lá, telefona. Dá um toque. Manda uma mensagem, sei lá. Manda uma carta, um depoimento, um sinal de fumaça. Faz qualquer coisa que te ajude a te expressar. Só não deixa esse momento passar. Seguraí. Não, não tem nada disso de ser tonta, pequena. Que tonta o que. É ser livre. É ser aberta. É ser bonita. Quer coisa mais bonita do que se expressar sem medo? Ou melhor: quer coisa mais bonita do que se expressar, mesmo tendo medo? Quer coisa mais digna, mais corajosa, mais cheia de graça? Não tem, não. Deixe que dizem que tu está sendo tonta. No fundo eu sei - e tu também sabe - que tu tá sendo linda, maravilhosa, cheia de cor. E daí que não é recíproco? DESDE QUANDO algo precisa ser recíproco pra ser verdadeiro? Deixa que os medos devorem os outros, a ti, te mantem em paz. Tranquila. Leve. Por ter dito tudo, por ter feito tudo. São essas fragilidades, essas doçuras que nos fazem ser especiais. Ser os poucos e bons, como diz a noção-de-tudo. Faz o que te fizer te sentir melhor, o que fizer te sentir viva. Só tu sabe o que te faz sentir viva, então esquece o que os outros vão dizer, vão apontar, vão julgar. Esquece as capas de proteção que colocam em cima de ti, a muralha que criaram pra que tu não sofresse. Sofre. Vai lá, sofre. Descobre por ti mesmo. Ou sorri, sorri muito, sorri mil vezes, ri até não poder mais, até a barriga doer. Aceite as consequencias do que acha que te faz melhor e vai lá, dá a tapa a cara. Seguro tua mão, é claro. Te apoio sempre, sem dúvida. Mas faz por ti. E não deixa nada, nem ninguém, te prender. Tira o par de asas da bolsa e se joga, voa. Descobre até onde tu pode ir. Tu tem que aprender por ti mesmo, ninguém pode fazer por ti. E ninguém pode julgar. A gente nunca pode julgar o que acontece dentro dos outros. Digo, redigo, tridigo. Sempre que tu for fazer algo doce, intenso e de verdade, eu vou te apoiar. Foda-se o resultado. O que importa é a intenção - e a intenção é verdadeira, linda e cheia de cores. E se vier as sombras, vou estar contigo pra gente pegar todas as tintas, lápis e canetinhas pra colorir e desenhar em todos os papéis, paredes, móveis e, principalmente, nossas almas e corações.
(Não tenho dúvidas que isso se chama amor.)
(Não tenho dúvidas que isso se chama amor.)
domingo, 18 de outubro de 2009
Inacabado
Não sei como acabar porque não sei como termina.
Como muito da minha vida, esse é inacabado.
Como muito da minha vida, esse é inacabado.
Foi uma dessas noites de insônia. Não que elas fossem frequentes, não eram. Normalmente, deitava nos lençóis macios, lia meia página de algum livro da cabeceira e logo dormia para suas - no mínimo - dez horas de sono. Hoje, não. Hoje deitou, leu algumas frases que não fixavam na mente, releu mais algumas palavras, desistiu. Apagou a luz, contou: carneirinhos, histórias, contos de fadas, sonhos. Não conseguiu. Foi até a cozinha: nada na geladeira além daquela massa com requeijão de sempre. Era só o que sabia cozinhar: massa ou ovo. Nada de doce. Nada de muito requintado. Nada que fizesse perder mais tempo na cozinha do que pensando no resto do mundo. Nada que a prendesse por muito tempo. Tinha isso: não gostava de ser presa. E, quando via, possuía asas que a levavam por todos os lugares. Hoje não. Hoje tinha uma corrente com quilos preso nos pés, segurando-na ali. Na cozinha, com a massa. O que se faz? Esquenta. No fogão. O microondas havia estragado há meses e ainda não tinha levado para consertar. Não sabia nem se era por falta de dinheiro ou por falta de tempo. Não que faltasse tempo no seu dia, gastava bastante ele fazendo coisas pequenas que poderiam ser dispensadas, mas que faziam parte da sua rotina. Só faltava tempo pra isso: pra telefonar pro Seu Carlos buscar o microondas e levar pra fazer um orçamento. "E", pensou, "mesmo se fosse barato o orçamento, duvido que eu fosse buscar essa tralha lá". Mais fácil comprar um novo. Mas não possuía dinheiro suficiente pra comprar um novo e, se possuísse, gastaria com outra coisa que lhe fizesse mais feliz do que um microondas. Afinal, tanta coisa pode te fazer mais feliz que um microondas, não é? Colocou o fogão no fogo baixo, aqueceu a massa. Colocou o requeijão por cima, pra derreter, sabe como é. E começou a escrever, porque era isso que fazia quando se perdia nos pensamentos e a insônia abalava suas maravilhosas mínimas 10 horas de descanso.
Talvez pudesse ter sido o horário de verão. Mas isso te atrasa (ou adianta?, nunca sabe) o sono uma hora só. Ficar até as cinco da manhã acordada e justificar dizendo que é por causa do horário de verão é querer se enganar. Mas então, o que te incomoda? Mas quem disse que algo incomoda se tu não é capaz de dormir? Vai ver que simplesmente aquela noite tu não deveria dormir e não há nada incomodando. Algo te faz ficar acordada e depois de um tempo tu descobre porque. Se bem que, se até as cinco da manhã nada aconteceu, não há muito motivo pra te manter acordada, não é? Talvez simplesmente não tenha motivo nenhum. Mania neurótica essa dos seres humanos de quererem ver razão para todas as coisas. Ficou-se acordada. Aproveita. São poucos esses momentos de solidão numa casa que é sempre repleta de gente.
Vai ver que era isso: a solidão. Foi deitar e se sentiu tão só. Mas não esse só gostoso, esse só que se escolhe estar. Mas aquela solidão medonha, tipo dama da noite. Fugindo do caminho das trevas em que há o lobo mau. Seguindo a seta que ela mesma criou pra apontar o seu destino, sem nem saber se aquele era o melhor a seguir. Mas, de novo: mania chata essa de ter que saber tudo sempre, seguir o melhor caminho, fazer tudo certo! Errar também é viver - e te faz sentir tão vivo quanto acertar. Sentiu-se só, enfim. E, para não sentir-se só no escuro, foi escrever: para fazer companhia a si própria.
Vai ver o que temeu foi os sonhos que anda tendo. Um pouco escuros e sem sentido. Bastante nostálgicos e poderosos. Ela sempre teve medo quando o inconsciênte a domina mais do que a razão. Com os sentimentos e impulsos que a levavam para lugares que sabia que não deveria estar, mas onde queria estar, sempre se deu bem. Agora, com o inconsciente que se manisfesta sem que ela possua qualquer controle, esse desconhecido, morre de medo. Teme do que pode querer sem nem saber. Prefere continuar na ignorância de si mesma. Foge da escuridão.
Talvez pudesse ter sido o horário de verão. Mas isso te atrasa (ou adianta?, nunca sabe) o sono uma hora só. Ficar até as cinco da manhã acordada e justificar dizendo que é por causa do horário de verão é querer se enganar. Mas então, o que te incomoda? Mas quem disse que algo incomoda se tu não é capaz de dormir? Vai ver que simplesmente aquela noite tu não deveria dormir e não há nada incomodando. Algo te faz ficar acordada e depois de um tempo tu descobre porque. Se bem que, se até as cinco da manhã nada aconteceu, não há muito motivo pra te manter acordada, não é? Talvez simplesmente não tenha motivo nenhum. Mania neurótica essa dos seres humanos de quererem ver razão para todas as coisas. Ficou-se acordada. Aproveita. São poucos esses momentos de solidão numa casa que é sempre repleta de gente.
Vai ver que era isso: a solidão. Foi deitar e se sentiu tão só. Mas não esse só gostoso, esse só que se escolhe estar. Mas aquela solidão medonha, tipo dama da noite. Fugindo do caminho das trevas em que há o lobo mau. Seguindo a seta que ela mesma criou pra apontar o seu destino, sem nem saber se aquele era o melhor a seguir. Mas, de novo: mania chata essa de ter que saber tudo sempre, seguir o melhor caminho, fazer tudo certo! Errar também é viver - e te faz sentir tão vivo quanto acertar. Sentiu-se só, enfim. E, para não sentir-se só no escuro, foi escrever: para fazer companhia a si própria.
Vai ver o que temeu foi os sonhos que anda tendo. Um pouco escuros e sem sentido. Bastante nostálgicos e poderosos. Ela sempre teve medo quando o inconsciênte a domina mais do que a razão. Com os sentimentos e impulsos que a levavam para lugares que sabia que não deveria estar, mas onde queria estar, sempre se deu bem. Agora, com o inconsciente que se manisfesta sem que ela possua qualquer controle, esse desconhecido, morre de medo. Teme do que pode querer sem nem saber. Prefere continuar na ignorância de si mesma. Foge da escuridão.
sábado, 26 de setembro de 2009
Um último apelo ao ser humano.
Eu poderia simplesmente ignorar, deixar passar (e sempre passa), mas aí não seria eu. Poderia, também, utilizar da introdução do outro e-mail, mas acho que não é preciso repetir as mesmas palavras. Então aqui vai, limpo e cru:
sei que acabei me decepcionando. E não foi me decepcionando contigo, nada disso, foi comigo mesma. Essa minha mania boba de achar que as pessoas pensam como eu, vêem as coisas como eu, sentem o belo e o único. Vivem uma sintonia. Mas às vezes não é assim. Na maioria das vezes, não é assim. E quando eu vejo que não é bonito e simples assim, me bate um misto de tristeza com um pouco de raiva e muita incompreensão.
"Sabe, eu me perguntava até que ponto você era aquilo que eu via em você ou apenas aquilo que eu queria ver em você, eu queria saber até que ponto você não era apenas uma projeção daquilo que eu sentia, e, se era assim, até quando eu conseguiria ver em você todas essas coisas que me fascinavam e que no fundo, sempre no fundo, talvez nem fossem suas, mas minhas". Bem isso.
Tu não deve estar entendo, então explico: fui na maior das boas vontades falar contigo, de coração aberto, trocar alguns sorrisos e vi tu fugindo de mim, sumindo. Não sei o quão foi coincidência, o quão foi proposital, o quão foi a minha percepção sobre o que tava acontecendo e o quão foi realidade. Mas, senti que fosse exatamente isso: tu me evitando como se eu tivesse te incomodado. Me senti tão boba e como se tu tivesse não entendido - ou ignorado - as coisas que eu te disse. Que não foram nada demais, mas fizeram parte de mim. "Mas a gente nunca pode julgar o que acontece dentro dos outros". Por isso te escrevo, pra não criar conclusões de algo que talvez nem ocorreu (para ti) como eu conto. Uma realidade diferente.
Te escrevo porque, no fundo, acho que tem algo aí. É um apelo, novamente. Como se tivesse uma esperança de resgatar e ver o humano dentro de cada um. Dentro de ti. E não o humano amedrontador - que teme, foge, ignora - mas o humano que tanta gente já se esqueceu: o que é igual ao outro e vive e acredita no bem, no melhor. Um pouco de empatia, um pouco de transparência, um pouco de coragem e sinceridade. Esse humano que eu busco em ti, assim como nas outras pessoas.
Não tou te escrevendo pra te cobrar nada (quem sou eu pra fazer isso, afinal). Nem pra te julgar nem pra te assustar novamente. Te "chocar" como tu disse da última vez que a gente conversou. Nada disso. Só não utilizo de simulacros, cansei disso. Essa sou eu: nua e crua. E um dia, quando tu quiser, eu vou querer ver esse teu lado. Um lado que vai além do rosto bonito e das predeterminações, o lado que se deixa tocar e ir ao fundo, o lado que não fala só das coisas bobas, mas das coisas simples e belas: o teu lado realmente mais incrivelmente bonito. Todo mundo tem, mas são poucos que se deixam tocar. Espero que um dia tu me permita chegar mais perto. Te digo que estou diposta a te ver como poucas pessoas estão. E pode soar meio esnobe, como se eu sentisse e fosse mais que os outros, mas juro que não é. É só verdade.
Te desejo, assim, uma boa viagem, seja lá pra onde fores. Que tu tenhas sucesso, que tu sejas feliz e que, acima de tudo, tu te encontre. Acho que essa é a grande busca de todo mundo: no meio dessa montanha-russa que chamamos de vida, queremos nos encontrar. E se tu não te encontrar, que tu te perca um pouco mais. "Vai que ninguém nasce pra se esconder... Seja livre até pra se perder". Que tu sejas, acima de tudo, livre e viva a vida do jeito que tu achar mais certo.
Assim como o outro e-mail eu tinha certeza que tu ia responder, assim eu estou quase certa que tu não vai. Mas, se tu quiser me escrever umas palavras doces e sinceras, me fariam muito bem. Mesmo.
Um beijo.
P.S.: "Te escrevo, me ocorre agora, porque nem você nem eu somos descartáveis". Assim acredito.
sei que acabei me decepcionando. E não foi me decepcionando contigo, nada disso, foi comigo mesma. Essa minha mania boba de achar que as pessoas pensam como eu, vêem as coisas como eu, sentem o belo e o único. Vivem uma sintonia. Mas às vezes não é assim. Na maioria das vezes, não é assim. E quando eu vejo que não é bonito e simples assim, me bate um misto de tristeza com um pouco de raiva e muita incompreensão.
"Sabe, eu me perguntava até que ponto você era aquilo que eu via em você ou apenas aquilo que eu queria ver em você, eu queria saber até que ponto você não era apenas uma projeção daquilo que eu sentia, e, se era assim, até quando eu conseguiria ver em você todas essas coisas que me fascinavam e que no fundo, sempre no fundo, talvez nem fossem suas, mas minhas". Bem isso.
Tu não deve estar entendo, então explico: fui na maior das boas vontades falar contigo, de coração aberto, trocar alguns sorrisos e vi tu fugindo de mim, sumindo. Não sei o quão foi coincidência, o quão foi proposital, o quão foi a minha percepção sobre o que tava acontecendo e o quão foi realidade. Mas, senti que fosse exatamente isso: tu me evitando como se eu tivesse te incomodado. Me senti tão boba e como se tu tivesse não entendido - ou ignorado - as coisas que eu te disse. Que não foram nada demais, mas fizeram parte de mim. "Mas a gente nunca pode julgar o que acontece dentro dos outros". Por isso te escrevo, pra não criar conclusões de algo que talvez nem ocorreu (para ti) como eu conto. Uma realidade diferente.
Te escrevo porque, no fundo, acho que tem algo aí. É um apelo, novamente. Como se tivesse uma esperança de resgatar e ver o humano dentro de cada um. Dentro de ti. E não o humano amedrontador - que teme, foge, ignora - mas o humano que tanta gente já se esqueceu: o que é igual ao outro e vive e acredita no bem, no melhor. Um pouco de empatia, um pouco de transparência, um pouco de coragem e sinceridade. Esse humano que eu busco em ti, assim como nas outras pessoas.
Não tou te escrevendo pra te cobrar nada (quem sou eu pra fazer isso, afinal). Nem pra te julgar nem pra te assustar novamente. Te "chocar" como tu disse da última vez que a gente conversou. Nada disso. Só não utilizo de simulacros, cansei disso. Essa sou eu: nua e crua. E um dia, quando tu quiser, eu vou querer ver esse teu lado. Um lado que vai além do rosto bonito e das predeterminações, o lado que se deixa tocar e ir ao fundo, o lado que não fala só das coisas bobas, mas das coisas simples e belas: o teu lado realmente mais incrivelmente bonito. Todo mundo tem, mas são poucos que se deixam tocar. Espero que um dia tu me permita chegar mais perto. Te digo que estou diposta a te ver como poucas pessoas estão. E pode soar meio esnobe, como se eu sentisse e fosse mais que os outros, mas juro que não é. É só verdade.
Te desejo, assim, uma boa viagem, seja lá pra onde fores. Que tu tenhas sucesso, que tu sejas feliz e que, acima de tudo, tu te encontre. Acho que essa é a grande busca de todo mundo: no meio dessa montanha-russa que chamamos de vida, queremos nos encontrar. E se tu não te encontrar, que tu te perca um pouco mais. "Vai que ninguém nasce pra se esconder... Seja livre até pra se perder". Que tu sejas, acima de tudo, livre e viva a vida do jeito que tu achar mais certo.
Assim como o outro e-mail eu tinha certeza que tu ia responder, assim eu estou quase certa que tu não vai. Mas, se tu quiser me escrever umas palavras doces e sinceras, me fariam muito bem. Mesmo.
Um beijo.
P.S.: "Te escrevo, me ocorre agora, porque nem você nem eu somos descartáveis". Assim acredito.
Não sei a que ponto posso te escrever algo sem parecer rídicula ou tomada de pre-determinações. Vou ser bem sincera: cheguei embriagada de uma festa - acontece, acho que sabes mais do que eu - e comecei a escrever sobre tudo, sobre todos, sobre sentimentos, sobre verdades e mentiras. Tenho isso pela escrita, acho sincero e belo. Já de principio peço perdao pelos erros que hão de vir, sejam eles quais forem, pois já afirmo que não estou na melhor da minhas condiçoes. Mas acredito que, embrigada, me poupo dos pudores e de tudo aquilo que vem a conter qualquer sentimento verídico e próprio do ser humano.
Não queria me desculpar tanto por estar te escrevendo. Queria simplesmente te escrever, sem pudor, nem culpa. Sem medo. Mas hoje os dias são tão incertos que tu nunca sabes quando algo que tu escreve vai voltar contra ti, por mais que seja verdade. Por isso se utiliz de sete linhas para se explicar antes de falar algo verdadeiro que venha da essência, da alma.
Não queria me desculpar tanto por estar te escrevendo. Queria simplesmente te escrever, sem pudor, nem culpa. Sem medo. Mas hoje os dias são tão incertos que tu nunca sabes quando algo que tu escreve vai voltar contra ti, por mais que seja verdade. Por isso se utiliz de sete linhas para se explicar antes de falar algo verdadeiro que venha da essência, da alma.
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
"Como dizia o poeta
Quem já passou por essa vida e não viveu
Pode ser mais, mas sabe menos do que eu
Porque a vida só se dá pra quem se deu
Pra quem amou, pra quem chorou, pra quem sofreu
Ah, quem nunca curtiu uma paixão nunca vai ter nada, não
Não há mal pior do que a descrença
Mesmo o amor que não compensa é melhor que a solidão
Abre os teus braços, meu irmão, deixa cair
Pra que somar se a gente pode dividir
Eu francamente já não quero nem saber
De quem não vai porque tem medo de sofrer
Ai de quem não rasga o coração, esse não vai ter perdão
Quem nunca curtiu uma paixão, nunca vai ter nada, não".
Ai, Vinicius...
Quem já passou por essa vida e não viveu
Pode ser mais, mas sabe menos do que eu
Porque a vida só se dá pra quem se deu
Pra quem amou, pra quem chorou, pra quem sofreu
Ah, quem nunca curtiu uma paixão nunca vai ter nada, não
Não há mal pior do que a descrença
Mesmo o amor que não compensa é melhor que a solidão
Abre os teus braços, meu irmão, deixa cair
Pra que somar se a gente pode dividir
Eu francamente já não quero nem saber
De quem não vai porque tem medo de sofrer
Ai de quem não rasga o coração, esse não vai ter perdão
Quem nunca curtiu uma paixão, nunca vai ter nada, não".
Ai, Vinicius...
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
perdida de referências
Não sei bem, às vezes me perco
No meio de tantas histórias, conversas e lutas
Sem um pouco de calma, só cobranças e rugas
É de se ficar assustada, feito criança no escuro
Já nem sei onde estão os contos que escrevi, as cartas que recebi,
Os trechos que anotei, as histórias que eu não contei.
Em alguma caixa, atrás do pó e da memória, talvez
Embaixo da cama, no fundo do armário, perdidos de vez
Escapando de mim pelos sopros, não seguro
Fico aqui, procurando cores pra colorir a solidão
Que só aumenta nesse mundo sem perdão
Atrás de vidas que pulsem demonstrando toda beleza do mundo
Que se resume ao universo de simplicidade sem compreensão
Aceito o que tiver como parte de mim
Faço (d)a arte o que eu quiser desde que faça sentir
Me deixo viver, não peço permissão
Não procuro mais começo, meio ou fim
Aceito a condição de encher o coração hoje nem tão frio assim.
No meio de tantas histórias, conversas e lutas
Sem um pouco de calma, só cobranças e rugas
É de se ficar assustada, feito criança no escuro
Já nem sei onde estão os contos que escrevi, as cartas que recebi,
Os trechos que anotei, as histórias que eu não contei.
Em alguma caixa, atrás do pó e da memória, talvez
Embaixo da cama, no fundo do armário, perdidos de vez
Escapando de mim pelos sopros, não seguro
Fico aqui, procurando cores pra colorir a solidão
Que só aumenta nesse mundo sem perdão
Atrás de vidas que pulsem demonstrando toda beleza do mundo
Que se resume ao universo de simplicidade sem compreensão
Aceito o que tiver como parte de mim
Faço (d)a arte o que eu quiser desde que faça sentir
Me deixo viver, não peço permissão
Não procuro mais começo, meio ou fim
Aceito a condição de encher o coração hoje nem tão frio assim.
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